sábado, 7 de julho de 2012

Ponteiro do Relógio

" Se acerta no final "

que final me aguarda na vida?

A Morte me aguarda, para despedaçar meus sonhos.

Pois o esperançoso, se imagina velho.
E o pessimista, procura o inevitável.

Que fim me resta, quando o dinheiro, roubado na fonte...
É propriedade de quem detém a fonte?

Oh Mundo Cruel.. porque me pedem para acha-lo belo?

De que me vale a natureza, se nem posso nela recostar minha cabeça...
Pois ela é propriedade de outra pessoa...

As guerras que nunca vi, encaminharam o controle populacional...e o agora?

Meu consumo é tangível, meus bens garantidos, a propriedade minha.
Sem lhe dizer, qual pedaço de terra tive para cultivar.

O Óleo dos Ossos me trás tudo, produz tudo, e todo recurso, é meu.

Não é bruto, é fino, não é fragmentado, é arquitetado.

Por minhas mãos que desconhem a origem, devo me gabar. O tenho.

Qual a verdade escondida diante de meus olhos? Vejo, é melhor que negue.

Dizem para lutar, dizem para deixar como está.

Ninguém se decide, e olhar o relógio me stressa.

O Relógio caminha lentamente, durante o dia.
E eu corro para acompanhar seus ponteiros.

O Sol nasce,' e escovo os dentes.

O Sol muda sua cor, e começa a fazer as folhas brilharem...
e estou no ponto de ônibus, á me atrasar.

Os passarinhos cantam, um gato morre, um cão ataca uma pessoa...
e estou duvidoso, do Bom Dia hipócrito da rotina que me escolheram...

O Sol irá se por, A noite virá, O Dia passará lentamente parte á parte.
Aonde isso me importa?

Minha agenda tem compromissos, devo atende-los...e os atendo.

O Que faz, quem é... Pra que, e porque...Onde e quando....
Qual sua intenção com um ser de passagem?

Você vive pelo que acredita,
Ou acredita que vive ?

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